Estatuto Liga insurrecionista Brasileira

Esta é uma cartilha oficial do Estatuto de fundação da Liga Insurrecionista Brasileira, tornada pública em 2016 e amplamente divulgada.

Em nome de nossa liberdade, autogestão e acracia.

Somos anarquistas e libertários(as) de uma nação sem fronteiras totalmente cosmopolitana que busca reconhecimento. Com o conceito universalista metodológico, compartilhado entre nossos semelhantes. Não somos radicalmente contra nenhum tipo de religião somos contra a existência de um deus que é usado como justiça para a humanidade, tal como a exploração e a escravização das religiões por parte de fiéis. Desta forma nem ateus nem agnósticos(as) apenas anarquistas e libertários(as). Buscamos a independência perante o estado visando que este é o mal de nossa sociedade queremos independência para ir aonde quisermos e fazer o que quisermos desde que a nossa liberdade não afete a liberdade de outro individuo. Esta geração esta absorvendo toda carga cultural da humanidade e por causa disso é capaz de pensar e escrever tais como as propostas nesse estatuto o grande problema é que a carga cultural entrou em curto circuito. Seja da forma individualista mutualista ou coletiva estamos propondo uma nova forma de pacifismo o eu forte que não aceita nenhuma forme de violência e atrocidades e formas de opressão, subjugação, possessão seja esta de indivíduos, instituições e corporações.

O estado existirá e continuará existindo até que a sociedade o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que se proclamaram líderes de forma ditatorial posterior a ele. (Assim como os que houveram anteriores a sua criação).

O planeta terra se encontra em grande desgaste de seus recursos naturais, e cada um de nós reconhece isto, mesmo que ainda ajam recursos, devemos procurar novas alternativas para a condução de nossas existências. Buscando a extinção das luta de classes, e aproveitando o período democrático Brasileiro em que vivemos para poder livremente exercer o anarquismo, pois a democracia tende a respeitar o não respeito anarquista já que a democracia é para todos.

Anarquistas de todo o mundo uni – vos.

 

Preâmbulo

Quando o estado não respeita a autogestão é fascismo, que construamos nossos âmbitos vilarejos, cidades com um chamado de desgoverno, os modelos confederalistas e municipalistas libertários são bem vindos a estes lugares a de se fortalecer a acracia tanto em ambitos coletivistas e individualistas, pois o individuo que não se conhece não ajuda a si próprio e por isso não consegue se autogestionar.

Há de fortalecer-se o seu cunho ideológico e se juntar com aqueles que anseiam por está mesma liberdade dentre a humanidade capitalista, o forte destrói o fraco os fracos juntos destroem o forte não esquecendo a existência do capitalismo de estado citado muitas vezes por Noam Chomsky e isso vai do nosso fluxo de retrocesso evolutivo nós anarquistas desejamos semear novas alternativas que não o estado ou formas de iniciativa privada que os empresários tanto os políticos entendam que não desejamos ter nossas vidas como serventes de uma nação ou como uma mão de obra inteligentemente escravizada a mercê de quaisquer formas de mercado este é o caos que se movera como uma lança proletária o terceiro poder a liberdade vinda com bandeiras negras uivantes pelas ruas da cidade o temor de todos aqueles que se julgam amos, donos, pertencentes e predominantes.

Então a semente brota e (o movimento) começa a se mover adiante através de mares tempestuosos de desejos e esperanças, sonhos e aspirações, perigos e obstáculos, sofrimentos e desafios, tanto locais (no Brasil) como afora.

Quando a ideia desabrocha e a semente cresce, e a planta lança suas raízes no terreno da realidade, longe das emoções fugidias e impetuosidades impróprias, então a Liga Insurrecionista Brasileira (Lib) estará apto a desempenhar sua missão, unindo anarquistas e libertários de todas as partes do mundo (assim formando Lib) juntando suas forças com aqueles que lutam por uma evolução social pela libertação do proletário a uma nova concepção distinta. Este estatuto está voltado a todo cidadão auto declarado anarquista para que este possa exercer a sua filosofia de vida de forma suscetível.

Por este Pacto, o Liga Insurrecionista Brasileira (Lib) mostra a sua cara, apresenta sua identidade, clarifica sua posição, esclarece suas aspirações, discute suas esperanças, e conclama pelo apoio e suporte, e para que se juntem às suas concepções, porque nossa luta contra o estado e o capitalismo é muito longa e muito séria, e exige todos os esforços sinceros. É um passo dado que deve ser seguido por outros passos; é uma geração que deve ser semeada para que outras gerações futuramente também sejam para criação deste vasto mundo anarquista, até que o seja derrotado toda forma de governo. O futuro será baseado em anarquismo.

Aquele que botar as mãos sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo.

Pierre-Joseph Proudhon

Uma das maiores formas de manipulação por parte da elite que nos governa. Uma manipulação cruel que leva as pessoas a aceitar coisas que, normalmente, nunca aceitariam.

“A população geral não sabe o que está a acontecendo, e eles nem sequer sabem que não sabem”.

– Noam Chomsky

Primeiro, criam, secretamente, um problema. Depois, culpam outra pessoa, publicamente, e contam às pessoas uma falsa versão dos acontecimentos, através da imprensa. A partir daqui, controlam a reação de medo, surpresa e exigências da população, porque “algo tem que ser feito”.

Isto permite aos que criaram o problema secretamente, encontrar uma solução: alterações na sociedade que sempre quiseram.

 

 

Capítulo I

Introdução às Premissas Ideológicas do Movimento

Art. 1º O Liga Insurrecionista Brasileira é composto por anarquistas e libertários. É do universalismo metodológico que derivam suas ideias, conceitos e percepções a respeito do anarquismo, da vida, e do homem, e todas as suas ações levam em conta formas de vivência sem governos. Suas orientações são buscadas em análises premissas de filósofos, escritores, economistas, cientistas e diversos especialistas ou não de assuntos referentes à racionalidade ou a falta desta o anarquista desafia a razão.

A concepção do Liga Insurrecionista Brasileira referente aos partidos políticos e o que queremos.

Art. 2º O Movimento Insurrecionista busca a liberdade de indivíduos assim declaramos a renúncia ao voto como um direito constitucional.

Estrutura e Formação

Art. 3º O Liga Insurrecionista Brasileira é constituído por anarquistas e libertários dedicados à autogestão e que a liberdade perseveram, poder fazer suas escolhas e serem donos de seus destinos. Tanto homens quanto mulheres não existem para servir.

Anarquistas, reconhecem seus deveres para consigo mesmos, suas famílias sendo estas compostas por pessoas do mesmo laço sanguíneo ou não. A sua pátria é o mundo ou o universo, desafiando a existência do estado em tudo. Assim farão levantar a bandeira negra diante dos opressores a fim de obter liberdade para cultivar suas terras e os ecopolos, vilas, comunidades livrando-nos de suas depravações, impurezas e maldades.

Art. 4º O Liga Insurrecionista Brasileira considera bem-vindo todo libertário que abrace seu credo, adote sua ideologia, se compromete a seguir seu caminho, manter seus segredos e que deseje juntar-se às suas concepções a fim de levar a cabo seu dever, visando nada além de si como recompensa.

A Liga Insurrecionista Brasileira – Dimensões de Tempo e Espaço

Art. 5º A dimensão temporal da Liga Insurrecionista Brasileira – em vista do fato de ter adotado o anarquismo como sua filosofia de vida, avança a ascensão da cultura anticolonização e busca prover um aliança de apoio mútuo a descolonização de nativos Reconhecendo os colonos que exercem a resistência identificamos os anarquistas que mantém no pensamento anticolonial fios finos, concientizando a população na busca do pensamento anti-colonial buscando ressarcir terra, poder e privilégio. Aos povos originários.

Quando a ação anti-colonial é completa, há a garantia Que o colono tenha aprendido mais sobre quem ele é, ou de onde ele vem. O trabalho interior para curar o espírito de traumas históricos é perpetuar que a descolonização não pode ser controlada.

Descolonização cria a possibilidade de o colono se tornar algo melhor encarando a cura com a identidade indigena, históricamente e espíritualmente.Curando a própria fonte do pensamento colonizador.

Desta maneira evitamos a colonização nos recheando com solidariedade e resistência.

Estou falando sobre a intersetorialidade, da opressão até onde o estado pode ir?

Este aparato do estado oprimindo a sociedade desde o enclausuramento dentro de hospícios, clinica de reabilitação a presídios em últimos casos a execução.

Diferenciação e Independência

Art.6º O Liga Insurrecionista Brasileira é um movimento anarquista distinto, que é leal a luta, adotando tanto os modelos coletivistas quanto os individualistas em seus princípios como filosofia de vida e se dedica a levantar a bandeira negra sobre cada conquista obtida pela nossa causa. O Anarquismo torna meu eu como esse individuo único e minha mente é meu rei e meu corpo meu templo então não há estado que me governe ou religião que me doutrine

“Exercer o poder corrompe, submeter-se ao poder degrada.”
– Mikhail Aleksandrovitch Bakunin

“Os ricos farão de tudo pelos pobres, menos descer de suas costas.”
– Leon Tolstoi

 

O universalismo metodológico e a Liga Insurrecionista Brasileira:

Art. 7º – Em todos os países do mundo encontram-se anarquistas que seguem o caminho e tudo fazem para apoiar, adotando seu posicionamento e reforçando a sua luta constante contra o estado. Por isso, é um Movimento universal, qualificado para esse papel devido à clareza de sua ideologia, superioridade de seus fins e sublimidade de seus objetivos. Nessas bases é que deve ser visto e avaliado, e é nessas bases que seu papel deve ser reconhecido. Quem nega os direitos do Movimento, se recusa a ajuda-lo, se mostra cego (á verdade) e se esforça para embotar seu papel – é como alguém que tenta entrar numa disputa com a predestinação (do conhecimento). Quem fecha os olhos aos fatos, intencionalmente ou não, eventualmente despertará (para ver) que foi ultrapassado pelos acontecimentos, e que o valor das provas o torna incapaz de justificar suas posições.Será dada prioridade aos que chegarem primeiro(ao Movimento). A iniquidade de alguns anarquistas a é mais dolorosa para alma do que o golpe de uma espada afiada. E por isso a de ser respeitada e posta como no mesmo patamar do que possuem sua crença pessoal.

Suprimamos as tarifas, e assim será declarada a aliança dos povos, reconhecida a sua solidariedade e proclamada a sua igualdade.

J.Proudhon

“Anarquismo, para mim, significa não só a negação da autoridade, nem também apenas uma nova economia, mas uma atualização de princípios morais. Significa o aperfeiçoamento e autoafirmação do indivíduo. Significa auto-responsabilidade, e nunca adorar a líderes.”

Voltaire de Cleyre

Portanto a Liga Insurrecionista Brasileira é um elo das vertentes do anarquismo contra toda a forma de governo ou alienação. Acha-se conectado e vinculado a luta de todo anarquista e libertário que já combateu o sistema político estatal.

 “Para começar temos que definir algumas coisas. (O uso que vou fazer dos termos a seguir não são universais, porém, se os usarmos de maneira consistente eles se tornarão mais do que adequadas para os nossos propósitos.) Uma estratégia não é um objetivo, nem um slogan, nem uma ação. A violência não é uma estratégia, e também não é a não violência. Estes dois termos (violência e não violência) são fronteiras que se situam ao redor de uma diversidade de táticas. Uma diversidade limitada de táticas constrangerá as opções disponíveis para gerar estratégias, quando na realidade as táticas devem fluir sempre a partir de estratégias, e estas, por sua vez, devem fluir a partir de um objetivo. Infelizmente, hoje em dia as pessoas frequentemente parecem fazer o contrário, ao promover táticas que ficam fora das respostas habituais ou ao pensar táticas dentro de uma estratégia, sem ter mais do que uma vaga consciência do objetivo”.

Como a não violência protege o estado – Peter Gelderloos

E é por isto que escrevemos este estatuto, queremos liberdade real para autogestionarmos com ou sem consentimento do governo.

 

É ideal da Liga Insurrecionista Brasileira

Art. 8º O profundo respeito com a terra e o combate a toda forma de destruição do meio ambiente assim como a reestruturação e inserção da natureza lado a lado com a sociedade.

Capítulo II

Os Fins – Causas e Objetivos

Art. 9º O Liga Insurrecionista Brasileira se encontra num período em que o Brasil se acha pego em meio a uma crise mundial. Consequentemente, o equilíbrio dos cidadãos está rompido com a nação, está havendo um choque cultural muito grande, onde as pessoas já não estão mais aceitando humilhações sejam estas étnicas, sexistas ou sexuais pejorativas. Mas estamos cientes que pessoas de má índole chegaram ao poder, a injustiça e a escuridão prevalecem neste território desrespeitando totalmente os nativos desta região, destruindo biomas nossa fauna e flora por conta de avanços progressistas. O governo dos justos está e estará eternamente ausente, prevalecendo assim impérios de falsidade. Não há como o ser humano ser governado.

“Nenhuma sociedade deseja que as pessoas usem a inteligência, pois no momento que começam a usar elas se tornam perigosas. Perigosas para o sistema, perigosas para aqueles que estão no poder. Um perigo para todo tipo de opressão, exploração, repressão. Perigosas para as igrejas, perigosas para os estados, perigosas para as nações.” – Osho

O que nos toca a objetivos, compreendemos que o potencial humano evolutivo é infinito perseveramos assim o combate à falsidade, sendo este nosso dever imoral, de forma que os justos venham a ser livres. A pátria deve ser daqueles que se sentem na necessidade de continuar crendo no sistema político e na democracia. Anarquistas não preveem uma utopia. Os anarquistas devem ter cuidado para não pintarem uma imagem perfeitamente rósea da situação de abolição do estado. As pessoas continuarão a ter problemas com ou sem o estado, mas os anarquistas preveem que haverá uma gama maior de soluções pacíficas disponíveis sem a existência do estado. Ao ver os estados como as maiores organizações criminais do mundo, os anarquistas estão conscientes dos enormes ganhos para a paz que seriam imediatamente garantidos pela sua abolição. Já que, os bancos mantêm as corporações e empresas que mantém os partidos políticos que por si só defendem os interesses da elite em dialogo vagaroso com a população.

Art. 10 O Liga Insurrecionista Brasileira – por uma pedagogia libertária – oferece ajuda a todos sendo estes anarquistas ou não e protege os oprimidos com toda a sua força. Não mede esforços para fazer suprimir a violência e erradicar conceitos de senso comum retrógrados, tanto com palavras como com ações concretas, aqui e em qualquer lugar que possa chegar e exercer sua influência.

Capítulo III

Estratégia e Meios

A Estratégia do Liga Insurrecionista Brasileira

Art. 11 O Liga Insurrecionista Brasileira sustenta que a não obrigatoriedade do uso de nacionalidade dentre um território é um direito de todo anarquista, para todas as suas gerações posteriores, até o dia em que sejamos toda uma única nação sem governo. Podendo assim negligenciar o voto obrigatório ou fazer campanhas em prol do voto nulo sem a interferência massiva do estado e violência contra pessoas indignadas com o sistema político, ativistas e militantes. Todos os anarquistas têm o direito de exercê-lo, mas cabe a este ir às urnas ou não; nenhum governante tem esse direito de obrigar o pagamento de taxa ou tributações por não votar, nem tampouco encarcerar acuar e perseguir anarquistas, nenhuma organização política partidária tem direito a cooptação de anarquistas para seu meio, com víeis de conquista de poder, seja este da maneira que for, privilegiando algum grupo especifico– não têm o direito de fazê-lo, porque os conhecimentos anarquistas são dados para todas as gerações de forma livre, até que não exista nenhum governo.

A destruição de patrimônios públicos da se como o oprimido em seu ultimo ato de rebeldia aonde após sofrer a repressão do estado não tendo ao que recorrer, prepondera o vandalismo, o militar cumprindo sua função é um objeto tal qual uma ferramenta do estado e possui sua escolha ao estar sendo agredido por manifestantes insatisfeitos, não é um ato antipacifista agredir um policial em seu momento de trabalho, pois ele é pago para isso treinado para exercer violência e se defender de violência o fascismo estadista se destrói com anarquismo e vem do estado todos os ovos de cobra postos nos ninhos de ascensão evolucionária. Fazem tudo isto por amor importando ou não o recebimento de salário os policiais protegeram o estado por puro desejo de serem superiores aos civis, as democracias é uma farsa aonde buscamos a liberdade e aqueles que estão no poder manter a chibata em mãos. A melhor forma de se parar uma revolução é destruir aqueles que são radicais. E radicalismo gera movimento oposto, portanto por meio deste estatuto declaramos nossos intentos.

 

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